quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

IMBECILIDADES E PRECONCEITOS NA REVISTA VEJA

“Que a Astrologia é uma rematada bobagem é fato bem estabelecido.” Escreveu o sr. Jerônimo Teixeira na edição da revista Veja de 26/11/2008, publicação tão bem conceituada. Estabelecido¿ Por quem¿ Acho que por ele mesmo, quem sabe, num arroubo de megalomania ou de complexo de Deus, este mero jornalista se permite “estabelecer” alguma coisa. Este artigo que, na verdade, é uma resenha sobre um livro de um filósofo judeu nascido alemão Theodor Adorno chamado “As Estrelas Descem à Terra” onde o autor, segundo Jerônimo, compara a Astrologia ao Nazismo (?!?!) de uma maneira que não foi nem de longe explicada com a Lógica, tão reverenciada na matéria filosófica. O escrevedor Jerônimo ainda comete um erro crasso – no lead ele se refere à Astronomia, entretanto, no corpo da resenha, ele muda para Astrologia demonstrando que não tem idéia da diferença entre as duas. Terrível. O leitor fica sem saber o que Jerônimo ou o próprio Adorno queria dizer no tal livro. Adorno é um macartista do nazismo, ou seja, vê Hitler até em uma borboleta. A idéia principal do tal livro é traçar analogias entre “o conformismo nas colunas astrológicas” com o “totalitarismo de Hitler” e ambos os conceitos astrológicos e nazistas seriam “formas de dominação social”. Hã?

Para o leitor incauto desta revista, surgem várias perguntas: Astronomia ou Astrologia? O que são colunas Astrológicas? São as 12 colunas dos templos maçônicos? Ou os cavaleiros do Apocalipse? Então a Astrologia é deveras determinista? Na verdade, o único referencial do tal filósofo maníaco-obsessivo era uma “coluna” astrológica do jornal Los Angeles Times, ou seja, aquela forma de previsões que tão singelamente apelidei de “fast-food” da Astrologia: os “horróscopos” de jornal. Sim, escrevi propositalmente com “rr”. Toda e qualquer espécie de Inquisição que sobreviveu à Idade Média adora atacar a Astrologia por meio disto. Pior para os astrólogos sérios e pesquisadores que sabem que cada indivíduo é um microcosmo definido na complexidade do seu mapa astrológico calculado mediante data, horário e local exatos e não uma miscelânea de bobagens distribuídas por 12 divisões eqüitativas.

Ambos, Jerônimo e Theodor, deveriam, a exemplo de Cláudio Ptolomeu, Morin de Villefranche, Carl Gustav Jung, Aleister Crowley e tantos outros, debruçarem-se sobre a matéria, analisarem e pesquisarem antes de emitir imbecilidades deste porte.

Outras esquisitices: segundo Adorno “Escrever um poema após Auschwitz é um ato bárbaro...”. Atenção poetas pós-Holocausto: vocês são bárbaros de acordo com a lógica deste cara. Aí, o tal Jerônimo tenta contradizer esta afirmação jogando o tal paliativo chamado dialética. Chega a ser cômico.

Para finalizar o show de superficialidades e contradições, típicas da imprensa marrom que faz questão de honrar as características sombrias geminianas, Jerônimo sai com esta, a respeito de Adorno, que é “reticente com os movimentos de massa”: “Uma lição que os acadêmicos de passeata do Brasil de hoje, prontos a largar os livros para invadir reitorias, poderiam aprender.” Será que é alguma coisa contra o movimento da UnB contra o reitor Mulholland que gastava dinheiro público à rodo para reformar a preços superfaturados o apartamento que ocupava? Que tipo de filosofia este Jerônimo defende, afinal?

3 comentários:

Menina Má disse...

Isso que é bater em alguem usando luva de pelica!
E tenho certeza que isso mexeu com seus brios.. e merecia sim uma resposta a altua.. Babei lendo seu texto!

Ariadni disse...

Pois é!!!! E ficamos nós a mêrce desses imbecilóides que se dizem eruditos de não sei o que e ainda não sabem bem do que estão falando. Mas toda essa imbecilidade jogada no ventilador é uma característica peculiar da revista Veja. É assim que seguem dizemdo que fazem jornalismo. Fazer o que???? Mentes curtas de alguns mentecaptos... Vamos ver se publicam o desagravo, espero que sim.

Mônica Cristine Schwarzwald disse...

Ariadni e Menina Má,
Obrigada pelo comentário e, conforme vocês podem ver em postagens posteriores, existe uma certa unanimidade quanto à postura reacionária da Veja. É fato. O Jornalismo, em geral, está precisando de uma reformada plutoniana.

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