quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os "Pontos Cegos" de cada Signo










É fácil percebermos a duplicidade na Natureza e em qualquer campo vibracional:


CLARO X ESCURO


FRIO X QUENTE


MASCULINO X FEMININO


BEM X MAL


POSITIVO X NEGATIVO



Na Astrologia, cujo fundamento básico são as leis de Hermes de Trimegistro, a Polaridade também ocorre. Assim, os signos formam 6 pares de qualidades energéticas, complementares e com frequências opostas. Conforme entramos em detalhes, percebemos que, em cada signo também existe outro tipo de polaridade, ou seja, a energia equilibrada do signo em bom estado cósmico e, por outro lado, esta mesma energia em desequilíbrio e mau estado cósmico. Esta ocorrência se faz perceber quando não conseguimos lidar com o assunto concernente àquele signo, quando não elaboramos equilibradamente determinada energia. São os famosos "defeitos" que cada signo manifesta.


Entretanto, se elencarmos e compararmos cada polaridade conforme tabelas abaixo, percebemos uma nova ocorrência dual: a "sombra" de cada signo, ou o "ponto cego". Trata-se das manifestações desequilibradas, os "defeitos" de um signo "A", que podem irromper no seu oposto complementar "B".


Por exemplo: Todos sabem que a qualidade ariana em bom estado cósmico pode ser sintetizada como iniciativa, coragem, pioneirismo e outros arquétipos englobados no campo Áries. Em desequilíbrio, o campo energético ariano gera violência, brigas, explosões e agressões. Ora, o oposto complementar do signo de Áries é Libra. Portanto, o "ponto cego" de Libra é justamente o desequilíbrio ariano: violência, brigas, explosões e agressões. É a "sombra" ou o "ponto cego", pois é dificilmente percebido por quem manifesta este desequilíbrio. A tendência é sempre culpar "o outro".


Observem as tabelas abaixo com algumas das qualidades e/ou manifestações de cada estado cósmico. Meditem, comentem analisem as pessoas à sua volta e conversem com elas.





terça-feira, 28 de setembro de 2010

MONICA SCHWARZWALD EM SÃO PAULO


Caríssimos amigos,


Estarei em São Paulo realizando consultas no endereço abaixo nos próximos dias 4 e 5 de outubro. Caso queiram agendar horário, respondam a este e-mail ou entrem em contato nos telefones abaixo até próxima sexta-feira.


Endereço de atendimento: Rua Bertioga, nº 58 - próximo à estação do metrô Praça da Árvore.


Haverá uma confraternização no restaurante Fiorino (próximo à estação Conceição) no dia 4 (segunda-feira) a partir das 17h30.


Aguardo vocês!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lua Cheia em Áries : 23/9

O dia 23 de setembro já começa especial: por volta de 00:10, o Sol entra em Libra atravessando o Equador perfazendo o Equinócio de Primavera (Hemisfério Sul) e de Outono (Hemisfério Norte). Ao amanhecer, a Lua entra em Áries e realiza outro momento especial: a Lua Cheia neste signo ígneo, impulsivo, iniciador e corajoso. Haja coragem e equilíbrio nesta semana inaugurada por esta Lua!! Como se não bastasse de ser Cheia, o que já estatisticamente representa impulsividade e descontrole, os aspectos que ela recebe de Plutão, Urano e Júpiter apenas aumentam estas características em progressão geométrica!

Detalhes, práticas etc:http://www.templodeminerva.com/magia.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CONVITE : PALESTRA ABERTA & SHOW


PALESTRA ABERTA : "EQUINÓCIOS E A CURA PELA NATUREZA"


DATA : 23/9/2010, quinta-feira.


LOCAL: MITTELALTER (CLN 203, bloco C)


HORÁRIO: 20:00 H


TÓPICOS DA PALESTRA:




  1. O que são Equinócios e Solstícios?



  2. O que é Magia?



  3. O ser humano e seus centros energéticos - chakras.



  4. Equilíbrio entre chakras e o sistema endócrino.



  5. Relação entre os chakras e o mapa astrológico.



  6. Cura astral e física: Florais, Fitoterapia, Cromoterapia, Magia Cabalística e Kundalini.


PALESTRANTE: MÔNICA SCHWARZWALD


Após a palestra, haverá a apresentação da banda de celtic rock Dark Kamelot a partir das 22:00.


O couvert artístico é 10 reais.



Conto com a presença e divulgação de vocês para este evento que une conhecimento, cultura e diversão!


Afinal, estaremos em pleno EQUINÓCIO DE PRIMAVERA!

Lua Crescente em Sagitário : 15/09/2010


Com Urano e Júpiter, este último dispositor da lua sagitariana, ambos na cúspide da nona casa no momento da fase lunar, é hora de divulgar suas idéias e arregimentar pessoas que compartilham delas! Sol e Mercúrio em Virgem na segunda casa pode fazer com que esta divulgação ou atividade que você estiver iniciando renda alguma coisa, nem que seja o "suficiente", tratando-se de um início de algum trabalho. Escreva, comercialize, divulgue, mande e-mails sobre o que você realmente ACREDITA, sobre alguma coisa que você dedica seu AMOR, sua PAIXÃO. Afinal, Marte e Vênus ainda estão conjuntos em Escorpião. Mercúrio também está bem aspectado, além de domiciliado em Virgem. Hora de agir sob a máxima estratégia, nada de impulsos vagos.


Detalhes, práticas, dicas em http://www.templodeminerva.com/magia.html


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lua Nova em Virgem : 08/09/2010


O momento desta Lua Nova, de manhã cedo, após o Sol nascer, ocorre na décima segunda casa. Por si só, a fase de Lua Nova já é propícia à introspecção. Carl Jung afirmava que preferia realizar suas consultas na fase nova, pois facilitava a imersão no inconsciente do paciente. Com Sol, Lua e Mercúrio domiciliado em Virgem, esta introspecção é analítica ao máximo. Lembra o arcano 9 (O Eremita) do Tarot de Crowley, cuja regência astrológica é atribuída ao signo de Virgem: a organização interna e consciente leva a uma coerência material e às certezas na sua essência racional. Toda esta auto-análise racional acarreta amadurecimento, reforçado por Saturno que estará ascendendo no momento da lunação.



domingo, 5 de setembro de 2010

JUNG E A ASTROLOGIA

Um excelente texto coletado do Scribd da autoria de um professor de Filosofia. Enquanto uma grande maioria de "astrólogos" continua escrevendo bobajais no estilo "7 de agosto" e outras tolices "fatalistas", alguém que não é astrólogo, tal como Jung, divulga conteúdo inteligente sobre as artes divinatórias.

Jung e Astrologia


A astrologia e de modo geral as mânticas as assim chamadas "artes divinatórias", aquelas que praticam a "divinatio" ou adivinhação sofreram uma mudança decisiva em nosso século.

Basta ler algum manual de jogo divinatório do século 19, como o do Grande Jogo de Mlle. Lenormand, que tirava a sorte para a imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão 3º, e depois compará-lo ao que diz um texto de nossos dias, como por exemplo os livros de Alfred Douglas sobre o tarô ou o ''I Ching'': a diferença é brutal. Predições que

falavam de fatos, ou mesmo de fados, prometendo sorte ou afirmando desgraças foram substituídas por toda uma arte quase psicológica, que usa Jung para tratar da pessoa e não mais do que lhe sucede.

No caso da astrologia, a mudança se acentua devido ao surgimento dos assim chamados "planetas modernos" (porque descobertos nos últimos dois séculos) ou "secretos" (porque invisíveis a olho nu): Urano, Plutão e Netuno. Com eles, os sete astros (impropriamente chamados "planetas", já que entre eles estão o Sol e a Lua), que durante quase 3.000 anos haviam constituído a referência astrológica central, passam a dez. Serão, aliás, associados a suas datas de descoberta.

Urano, identificado perto da Revolução Francesa, será o revolucionário. O caso de Plutão é ainda mais interessante: uma de suas representações gráficas (as letras PL) pode tanto remeter ao nome do deus greco-romano como às iniciais de seu descobridor, Percy Lowell.

E além disso há o rumor de que ele deveria o nome (que evoca o deus dos infernos) a uma sugestão da filhinha de Lowell: ela teria proposto o nome Pluto (que em latim ou inglês é Plutão), pensando no cão que Walt Disney havia criado para Mickey. Será preciso acrescentar que o decisivo não é tanto a descoberta de um astro, mas a decisão de incorporá-lo como referência astrológica? São inúmeros os corpos celestes e, se vale a tese de que há "influência" (termo, aliás, que devemos à astrologia) deles sobre nosso modo de ser ou de agir, ou pelo menos de que há correspondência entre eles e nós, o importante será recortar quais astros são realmente significativos e quais podem ser desconsiderados.

O fato é que é recente a assimilação na astrologia desses três "novos" astros: com eles se quer entender movimentos de longa duração, a tal ponto que para uma geração inteira o impacto de um dos planetas lentos (outro nome dado para eles) será praticamente igual, já que Plutão pode demorar mais de 20 anos numa única casa astral. A título de comparação, lembre-se que a Lua

fica de dois a três dias em cada casa. A diferença de velocidade no trânsito da Lua e de Plutão chega assim à ordem de 1 para mais de 3.000. Se vale o argumento de que o importante não é a descoberta (uma espécie de gradativa revelação de uma supra-realidade astral), mas a recepção, a incorporação na doutrina astrológica de novos (ou velhos) corpos celestes, então toda mudança na astrologia corresponderá em certa medida a mudanças culturais, sociais. E este é o caso!


Desde os fins do século 18 se difunde uma consciência cada vez maior de nossa historicidade, isto é, da idéia de que o homem não é sempre o mesmo, mas se modifica no correr do tempo. E nosso século, talvez mais que qualquer outro, acrescenta a essa descoberta iluminista a ansiedade ante a mudança das gerações. A consciência de que tudo muda, de uma geração para outra, vem bem a calhar com a tese da moderna astrologia, segundo a qual os astros lentos definem tendências de longo prazo. Podemos até associar esse ritmo mais lento das análises astrológicas a um interesse maior, como o dos historiadores formados na Escola dos Annales, pela longa duração e pelas mentalidades.


O papel de Jung


Mas quem teve realmente maior impacto na moderna mântica só pode ter sido Jung. Desconheço, aliás, uma bibliografia que tente uma história das artes divinatórias; infelizmente, ou temos pesquisas feitas pelos próprios envolvidos, que entendem seu trabalho como descoberta científica e por isso descartam qualquer perspectiva histórica (às vezes nem chegam a entender uma questão que se coloque a esse respeito), ou textos de crítica, geralmente inspirados num certo positivismo que recende a século 19. Aqui gostaria de levantar algumas pistas para um trabalho de outro perfil. (Lembremos entre parênteses: Marialice Foracchi, uma professora de sociologia que morreu jovem, causou irritação no fim dos anos 60 ao tratar, na imprensa, do "fenômeno

Roberto Carlos".

Sei que propor um estudo das mânticas também incomoda tanto a quem acredita nelas

e por isso não aceita uma leitura que inevitavelmente as relativiza, quanto a um

público acadêmico, que às vezes não consegue distinguir o estudo da adesão.)


O ponto de partida é a doutrina junguiana da sincronicidade. Significa que haverá uma correspondência entre o que sucede em nós e o que nos sucede, o que sucede fora de nós.

Evidentemente, essa tese rompe com a convicção freudiana do não-sentido. Se Freud nos faz remontar ao não-sentido primordial (o próprio complexo de Édipo carece de um sentido que o transcenda: aparece como um dado insuportável), Jung procura sentido. É por aí que seu pensamento se faz religioso, já que um dos traços essenciais de toda religião consiste em tornar aceitável a dor, a frustração, enquanto experiências inescapáveis do estar-neste-mundo, remetendo-as a um crescimento interno, tornando-as, como bem mostra o ''Livro de Jó'', testes, provações. Um sentido, e isso quer dizer um sentido construtivo, assim surge como fio condutor de nossas vidas.

Daí à sincronicidade é só um passo. Se há sentido em minhas experiências de vida; se minha relação com o "fora" não é da ordem do fortuito como seria para Freud e já para Aristóteles, mas de um misto de desafio e de apoio, então o que me ocorre tem paralelos fora de mim. A aceitação dos opostos, em mim, tem a ver com a aceitação dos conflitos, com o casamento cósmico, com o que está fora de mim. (Não sou especialista em Jung, Freud ou nas mânticas; por isso alguns termos serão usados fora de seu sentido corporativo; mas respondo pelas teses que aqui sustento.) Em suma, será possível articular as várias séries de acontecimentos: minha psique poderá convergir tanto com a série da realidade que está obviamente fora de mim, como com a dos jogos divinatórios de cuja natureza pouco sabemos, mas cujos efeitos constatamos.

A astrologia discutiu por muito tempo o que causaria essa suposta influência dos astros

sobre as criaturas da Terra (e Shakespeare contestou tal crença, em especial no "Rei Lear"). Mas agora o que conta são os resultados. Constata-se que uma leitura astrológica dá certo. Sua frequência de acerto é tal que, sem podermos saber a que se deve, supomos que ocorra uma representação externa a nós do que ocorre dentro de nós. As mânticas passam a ser configurações materiais do inconsciente, seus mapas. Quer dizer que o adivinho (ou o astrólogo, que repugna a se confundir com os mânticos, a quem considera meio bruxos, enquanto entende sua prática como ciência) apenas explicita o que queremos ou dizemos no inconsciente? Não é bem assim. Acontece que o inconsciente junguiano, ao contrário do freudiano, é luminoso: ele estabelece um engate forte com o mundo externo. Ele sabe o que sucedeu e o que sucederá. É, ou anuncia, o divino em nós.

Vemos assim que, se os divinatórios usarão Jung, é porque antes disso ele se valeu da religião. Pelo inconsciente coletivo e pelos arquétipos, pode Jung supor um elo com o mundo que o id freudiano jamais estabeleceria.

Assim temos uma leitura divinatória que não precisa mais especular sobre a realidade da relação entre consulente e objetos materiais (astros, conchas, cartas) que dão base visível à leitura. Ou, pelo menos, essa especulação, quando ocorre, é irrelevante. O que se fundamenta é menos a realidade da relação do que a legitimidade da leitura. E essa se baseia aqui na dívida de Jung com as velhas religiões é nítida numa teoria renovada das correspondências, a que ele chama de "sincronicidade".


O fim do fatalismo


Finalmente, e aqui está o essencial, o enfoque muda por completo. A velha mântica tendia ao fatalismo: lidava com o destino. Expunha aspectos faustos e, outros, nefastos. Em alguns casos, o destino podia ser inescapável (Carmen vendo sempre, nas cartas, a inevitável morte violenta); podia também permitir cuidados, um certo livre-arbítrio. Mas a relação do consulente com o mundo era de exterioridade. Tudo o que ele poderia fazer seria lidar com sua conduta, entendida esta de maneira mecânica. Ora, desde que ocorreu esse engate entre parte da psicologia junguiana e as mânticas, a ruptura dentro/fora é questionada. O que o divinatório revela é a psique mais profunda do indivíduo mas repetimos: a psique não é rigorosamente individual, está engatada no cosmos, e é exatamente isso o que legitima ou faz funcionar os procedimentos de leitura.

Com isso, é claro que a leitura deixa de ser dos acontecimentos, dos fatos, daquilo que está fora do consulente. Agora trata de sua pessoa psíquica (em sentido renovado, porque re-ligado ao mundo). Idéias como a de destino ou de aspectos nefastos perdem por completo o sentido, ainda mais porque o que confere, justamente, sentido à leitura é uma convicção do possível crescimento do ser humano pelos desafios que enfrenta na vida. Isso fica visível pelo papel novo atribuído a Saturno. Se havia um astro carregado de toda a negatividade, era o velho pai de Júpiter, castrado e deposto pelo próprio filho, e além disso antigo deus da Terra, pesado como o chumbo, melancólico. Sua posição era muitas vezes nefasta. Mas leia-se aquela que é provavelmente a mais inteligente das astrólogas de nosso tempo, Liz Greene. Seu livro "Saturno" (Cultrix/Pensamento) é quase um elogio do antigo planeta nefasto: faz quase lamentarmos não tê-lo em todas as casas, mas numa só. Seu papel se torna o do "cobrador do carma", que vem exigir que saldemos nosso débito com o aspecto mais mal resolvido de nossa personalidade. Carma, aliás, aqui se pode ler sem nenhuma crença nas sucessivas encarnações, e isso mostra bem como é possível uma frequentação quase completamente não-religiosa dos procedimentos divinatórios: funcionam, e é o que importa para quem os utiliza.


Daí que toda uma psicologia otimista se tenha constituído em torno das "divinationes", em nosso século, no lugar das velhas mânticas um tanto assustadoras. Daí, também, que uma série de tarefas se possa definir, partindo-se da leitura divinatória. Quem conhece um mínimo de astrologia sabe que a casa onde tenho Júpiter assinala minhas maiores capacidades de expansão, ao passo que Netuno marca as brumas, as névoas e, por isso, tanto o maravilhamento quanto o engano. Já Saturno dita as dificuldades, a lentidão, a frustração. A despeito da enorme variedade de combinações que ocorrem entre as 12 casas, seus signos e os 10 astros, torna-se possível determinar que desafios maiores devo enfrentar (talvez na casa em que está Saturno) e com que ferramentas (talvez as dadas por Júpiter). Isso é apenas um exemplo, mas que delineia uma via que não se confunde nem com a mântica tradicional e seu fatalismo, nem com outras psicologias. O freudismo não pode admitir essa via, porque não crê num sentido preexistente que se encontra, e por isso mesmo recusa, a postura do psicólogo que dita regras (ou "tarefas", como dissemos).

Esta breve exposição suscita algumas considerações finais. Primeira, parece-me ser o forte impacto de Jung que deu nova vida às mânticas. Edgar Morin errou quando, atacando os novos bruxos, viu nas colunas astrológicas dos jornais uma volta da superstição: o que temos hoje é uma vertente muito mais sofisticada, que casa uma vertente da psicologia junguiana respeitada, ainda que controversa e uma série de mânticas renovadas.

Segundo ponto: há diferentes estatutos sociais e culturais entre os que frequentam as artes divinatórias. Existe um abismo entre as pessoas que vão a um curandeiro desses que mandam distribuir folhetos pela rua, prometendo proteção contra mau-olhado, volta da pessoa amada e retorno da saúde, e aquelas que pedem um mapa astral a um psicólogo.

Evidentemente, continua havendo leituras divinatórias que seguem uma oposição fausto/nefasto projetada fora do indivíduo. Mas há uma mântica de elite, que, em vez de usar as adivinhações como tecnologia (isto é, para uma eficácia externa), vai delas para a psicologia e, portanto, para o assim chamado "trabalho interno", uma reelaboração do eu apoiada no mapa da psique.

E, finalmente, parece-me haver aqui uma certa idéia de progresso. Espera-se, pelo menos, um avanço a partir desse autoconhecimento trabalhado que o mapa astral termina. Isso a velha astrologia não permitia. Apesar de vários renascentistas dizerem que "o homem sábio dominará os astros" ao vencer as fatalidades de sua carta natal, parece que é só com a astrologia junguianizada que surge, finalmente, um uso do mapa astral que se propõe a fazer crescer as pessoas. Uma tal meta, porém, seria impossível na psicanálise freudiana. Mas a discussão sobre esta é outro assunto: por enquanto, basta insistir na mudança entre a astrologia pesada do século 10 e esta nova, mais animadora, que se destaca desde algumas décadas.


Para os interessados: Alfred Douglas, "I Ching" ou "Tarot", dois livros publicados em inglês pela Penguin. Liz Greene: "Saturno", ou "Relacionamentos", ou "Os Astros e o Amor", editados no Brasil pela Cultrix/Pensamento. Jung: ''Sincronicidade'' (Vozes) Renato Janine Ribeiro é professor titular de filosofia política na USP, autor de "A Fortuna Aristocrática", ensaio publicado em "A Última Razão dos Reis" (Companhia das Letras), em que trata de tema análogo.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

LUA MINGUANTE EM GÊMEOS: 01/09/2010


A tensão planetária que vivemos entre julho/agosto começa a dar uma trégua com o avanço de Saturno pelo signo de Libra e a retrogradação de Urano que volta para o signo de Peixes e de Júpiter, que também retrograda para Peixes a partir do dia 10/9. Toda fase minguante é fundamental para banir energias e pensamentos negativos. Com a Lua no primeiro decanato do signo que rege o intelecto, não podia ser diferente. O Sol, conjunto a Mercúrio, em Virgem demonstra que é hora de ter muita prudência para divulgar novas idéias, fazer reuniões, assinar contratos. Tudo deve ser feito com a atenção e organização devidas. Se você ficou aborrecido com algo que lhe disseram, tente tirar a limpo, ou seja, verificar se não foi algum mal entendido antes de acusar. E, fundamentalmente, elimine todo o tipo de pensamento negativo, preconceito e preocupação para dar lugar a novas idéias e conhecimentos.



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