quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Condutor de almas"

Recentemente, li no livro "Conhecimento da Astrologia Médica e Psíquica" da astróloga Anna Maria Costa Ribeiro: "o astrólogo é um condutor de almas." Achei muito apropriada e inspirada a expressão "condutor de almas", pois esta é exatamente a função do profissional que estuda as leis herméticas, pesquisa a sincronicidade dos eventos macro e microcósmicos, faz analogias entre eventos terrenos e o movimento celeste e promove a conscientização, a realização da vontade e dos potenciais daqueles que o procuram. Portanto, ele conduz almas com este conhecimento, pois na vida humana enquanto encarnados, esquecemos parcial ou totalmente o nosso propósito de vida. O propósito do astrólogo é lembrar, traduzir os símbolos e aspectos planetários que revelam o caminho e a melhor maneira que cada um tem à disposição para chegar ao seu objetivo em harmonia e plenitude.

Somos como trens: quando estamos conscientes do nosso Eu Superior, caminhamos nos "trilhos". Quando nos alienamos e vivemos em função apenas das necessidades materiais e rotinas escravizantes, "descarrilamos", tornamo-nos depressivos, pessimistas, frustrados, infelizes e doentes.

A Astrologia é a melhor condutora de almas, mas não é a única. Existem hoje um vasto número de técnicas para o auto-conhecimento e o realinhamento de rota para o cumprimento e realização vital. Entretanto, para quem já consultou um astrólogo são evidentes a precisão e o detalhamento não só do mapa natal - o nosso "script" de vida ou nosso perfil genético – descrevendo minúcias de todos os aspectos da nossa vida espiritual, mental, emocional e física, como também das previsões que, na verdade, são "prevenções". Afinal, somos dotados de inteligência e livre arbítrio, ou seja, mesmo conscientes de um ciclo desafiador, que traz crises que podem levar a perdas e outras dificuldades maiores ou menores através do conhecimento das progressões e trânsitos planetários, a reação aos acontecimentos é particular e depende do nível de consciência, discernimento e patamar evolutivo enquanto almas lidando com a vida material.

Alguns destes ciclos são especialmente importantes e demarcam grandes mudanças e passagens para outras fases de nossas vidas:

O famoso Retorno de Saturno: ocorre entre os 28 e 30 anos de vida, quando Saturno em trânsito volta para a mesma posição do momento do nascimento do indivíduo. Representa um momento crucial de amadurecimento, geralmente nos cobramos quanto à carreira profissional próspera e definida, família, casamento, estabilidade financeira. Também podem ocorrer divórcios, afastamentos, perdas quando o peso da responsabilidade é insuportável e não se consegue divisar um horizonte favorável na situação vigente.

A quadratura de Plutão em trânsito com Plutão natal, que é o ângulo de 90º de distância entre um e outro. Como a órbita de Plutão é elíptica, ou seja, em determinadas épocas e sob determinados signos ele transita mais rápido ou mais devagar. Por exemplo, as pessoas que nasceram nos anos 30, quando Plutão estava sofrendo as influências do signo de Câncer, passaram por este ciclo quando estavam com cinqüenta e poucos anos, em fase de aposentadoria, menopausa, andropausa e todas estas mudanças que nos afligem e nos conscientizam que não estamos mais sob o controle de todos os processos de nossa vida e que a proximidade da morte é sentida através das mudanças fisiológicas. Afinal, vivemos como imortais indestruíveis. Fazemos força para esquecer de que, um dia, isto tudo acaba!

Com a aceleração de Plutão a partir dos anos 50, quando saia da influência de Leão e encaminhava-se para Virgem, os "premiados" que nasceram nos anos 60 tiveram que passar por aquelas mudanças entre os 35 e 37 anos, ou seja, crises, perdas, demissões, divórcios e outras crises psíquicas e existenciais bem profundas. Resistir a estas mudanças, apegar-se a alguma espécie de estabilidade nesta época, seja material, emocional, profissional é gerar sofrimento. Mais uma vez, insistimos em ser donos absolutos da situação e não aceitar os ciclos da Natureza.

Finalmente, para nos libertar de tudo, mudar radicalmente nossos valores ou nos levar à loucura, chega os 40/42 anos com Urano, que leva 84 anos para completar um ciclo ao redor do Sol e, na metade do caminho, opõe-se a sua localização natal. Daí os rompantes infanto-juvenis, a vontade de fazer coisas totalmente diferentes, a liberdade a todo custo, tudo isto é conhecido também como a idade da(o) loba(o). Se a relação não nos dá autonomia e liberdade de movimento, se o trabalho é rotineiro e também não concede autonomia de decisões, se estamos em alguma prisão, o rompimento é instantâneo.

Estes são apenas os mais relevantes ciclos, mas são pinçados dentre vários outros cuja função é nos desenvolver a fim de realizarmos nossa meta como almas. A Astrologia está aí para catalisar e harmonizar este processo, fazendo com que fiquemos conscientes no nosso caminho. É a melhor condutora de almas.



Pesquisar neste blog