sábado, 29 de janeiro de 2011

SIGNOS E CONSTELAÇÕES






Já estava demorando muito até alguém aparecer com mais uma polêmica astrológica. Novidades, modas e sensacionalismos vendem muito, mas poucos são aqueles que procuram se informar sobre a veracidade e a lógica das informações. Então vamos lá, novamente.

Em primeiro lugar, é muito importante saber que SIGNO NÃO É CONSTELAÇÃO. A divisão da eclíptica – caminho aparente percorrido pelo Sol em sua trajetória – em 12 signos com exatos 30º graus cada, data da Mesopotâmia, ou seja, as primeiras efemérides (descrições de localizações dos astros nos signos) são tão antigas quanto à Humanidade. Os primeiros mapas astrológicos foram confeccionados para a nobreza babilônica.

Da Astrologia, nasce a Astronomia e não o contrário! Como sacerdotes iniciados, os astrólogos que serviam aos reis necessitavam da cartografia celeste para delimitar a cadência dos movimentos planetários. Portanto, a matemática, a mecânica celeste e os instrumentos de observação como lunetas e, mas tarde, telescópios sempre foram importantes auxiliares para a análise e interpretação astrológica. Por isso, todo o astrólogo deve ter uma base de conhecimento astronômico para contabilizar as variações nos movimentos celestes.



Os 12 signos são conceitos muito anteriores às constelações. Desafio qualquer um que esteja lendo este artigo a identificar um leão, gêmeos, uma cabra ou um carneiro facilmente desenhado no céu pelas estrelas. O que foi feito, e até mesmo com alguma ajuda da sincronicidade, é uma seção de "ligue os pontos" até a imaginação fértil alcançar alguns desenhos paralelos aos arquétipos dos signos. Observe o céu, especialmente em lugares longe de cidades muito iluminadas. Veja como a quantidade de estrelas na eclíptica é razoavelmente grande. Imagine um astrólogo da antiguidade observando o mesmo céu, mas pensando em signos. Aí começa a brincadeira. Daí nomearam os agrupamentos de estrelas, ou constelações, com o nome do respectivo signo. Infelizmente, a confusão signo x constelação persiste até hoje.


Até aproximadamente cerca de 2200 anos atrás, as constelações e os signos coincidiam perfeitamente. Entretanto, devido ao movimento de rotação do eixo da Terra, conhecido como precessão dos equinócios, as estrelas fixas deixaram de coincidir com os signos e, atualmente, o signo de Áries corresponde à constelação de Peixes. Astrologicamente, nada mudou. O ponto vernal correspondente ao 0º do signo de Áries, por exemplo, é a intersecção entre a Eclíptica e a projeção do Equador terrestre, percorrido pelo Sol entre os dias 19-23 de março, quando o dia e a noite são equivalentes, ou seja, o Equinócio de Primavera ou Outono, dependendo do hemisfério terrestre.

Se os signos não têm nada a ver com as estrelas fixas, o que são exatamente? Podemos concebê-los como chakras universais, centros energéticos que regulam a Vida. Se nosso organismo possui chakras, por que um organismo macrocósmico também não pode possuir? A lei hermética da correspondência já demonstra isto: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima". Cada um dos 12 signos revelam situações e comportamentos arquetípicos comuns ao processo chamado "Vida" e muito bem alegorizados nas mitologias, principalmente, a greco-romana. Estes arquétipos são formatados pela combinação essencial de 4 elementos da natureza: Fogo, Ar, Água e Terra que, por sua vez, originaram-se das 4 energias primordiais: quente, frio, úmido e seco. Outra correspondência ou analogia é o DNA, cuja base de formação é 4: Adenina, Citosina, Guanina e Timina. Pura coincidência? Não. Numerologicamente e cabalisticamente, o 4 é um número estruturador e formatador.


Quanto ao alardeado 13º signo, Ofiúco ou Serpentário, as tentativas de conceituá-lo recorrem às características concernentes ao signo de Escorpião: a cura, a medicina. Afinal, a transformação profunda catalizada por este signo regido por Marte e Plutão, já demanda a cura, seja ela espiritual, emocional, mental ou física.

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