terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

DEPRESSÃO

Saturno, ou Chronos em grego, o "Senhor do Tempo", nos torna sábios quando temos maturidade, paciência, humildade e perseverança suficientes para construir uma ponte entre nós e o objetivo/missão de vida que queremos alcançar. Por isto que, no nosso mapa astrológico, este planeta é um sábio construtor quando nos responsabilizamos pelos nossos atos, ou encarrega-se de nos frustar e deprimir, se estamos desconectados com nossa essência e não compreendemos que a demora ou os atrasos, comuns em nossa vida, são dádivas do Senhor do Tempo para elaborarmos com mais eficiência nosso objetivo realizador, de maneira isolada e introspectiva. 
 

Sugiro arranjarem um "tempo" para ler o excelente texto abaixo.

O depressivo na contramão

[O tempo é o tecido de nossas vidas]
Eliane Brum
Em seu último livro, "O Tempo e o Cão – a atualidade das depressões" (Boitempo, 2009), a psicanalista Maria Rita Kehl nos provoca com uma hipótese sobre a qual vale a pena pensar: a depressão, que vem se tornando uma epidemia mundial desde os anos 70, pode ser a versão contemporânea do mal-estar na civilização. Ela teria algo a dizer sobre a forma como estamos vivendo e sobre os valores da nossa época. Para além da patologia, a depressão pode ser vista também como um sintoma social.
O que nossa época nos exige? Euforia, confiança, velocidade. Temos de ser pró-ativos. O que ela nos promete? Se soubermos traçar nossas metas e construir nossa estratégia, atingiremos o sucesso. Se produzirmos e consumirmos, alcançaremos a felicidade. Ser feliz deixou de ser uma possibilidade esporádica para se tornar uma obrigação permanente. Para nós, seres desta época, nada menos que o gozo pleno. Fora disso, só o fracasso. E o fracasso, este é sempre pessoal. Se não alcançamos o que nos prometeram no final do arco-íris é porque cometemos algum erro no caminho. E fracassar, como sabemos, passou a ser não um fato inerente à vida, mas uma vergonha.
O depressivo, neste contexto, é a voz dissonante. É o cara na contramão atrapalhando o tráfego, como na letra de Chico Buarque. Como diz Maria Rita, é aquele "que desafina o coro dos contentes". Ela afirma, logo no início do livro: "Analisar as depressões como uma das expressões do sintoma social contemporâneo significa supor que os depressivos constituam, em seu silêncio e em seu recolhimento, um grupo tão ruidoso quanto foram as histéricas no século XIX. A depressão é a expressão do mal-estar que faz água e ameaça afundar a nau dos bem-adaptados ao século da velocidade, da euforia prêt-à-porter, da saúde, do exibicionismo e, como já se tornou chavão, do consumo desenfreado".
Neste sentido, a mera existência do depressivo aponta, nas palavras da psicanalista, a má notícia que ninguém quer saber. Se basta ser pró-ativo, bem-sucedido e saudável, por que tantos e cada vez mais, como mostram as estatísticas, são classificados como depressivos?
"A depressão", diz Maria Rita, "é sintoma social porque desfaz, lenta e silenciosamente, a teia de sentidos e de crenças que sustenta e ordena a vida social desta primeira década do século XXI. Por isso mesmo, os depressivos, além de se sentirem na contramão do seu tempo, vêem sua solidão agravar-se em função do desprestígio social da sua tristeza".
Cada época cria seus proscritos. Na época da euforia e da velocidade, nada mais desafinado do que um depressivo. Se, em vez de hoje, o depressivo, então chamado de melancólico, vivesse no romantismo do final do século XVIII, "estaria tão adequado à cultura e aos valores de sua época quanto um perverso hospedado no castelo do marquês de Sade".  
Hoje, porém, os depressivos parecem ser não só o portador de uma má notícia, mas de uma doença contagiosa. Quem quer ter por perto alguém que sofre em um mundo cuja existência só se justifica pelo sucesso e pela felicidade plena? Num mundo em que todos têm de estar "de bem com a vida" para merecer companhia?
O depressivo não apenas sofre, mas silencia num mundo em que as pessoas preenchem todos os espaços com sua voz. E não apenas silencia, mas em vez de preencher seu tempo com dezenas de tarefas, uma agenda cheia, se amontoa no sofá da sala e nada quer fazer. Não só é lento, como chega a ser imóvel. Sua mera existência nega todos os valores propagandeados dia após dia ao redor de nós – e também pelo nosso próprio discurso afirmativo e de autoconvencimento.
Ao existir, o depressivo faz uma resistência política passiva ao establishment. Obviamente, ele não é um ativista nem tem consciência disso e preferiria não sofrer tanto. O que Maria Rita nos propõe é enxergar a depressão para além dos aspectos clínicos. Enxergar também como sintoma da sociedade em que vivemos. Como a ótima psicanalista que é, o que ela nos propõe é ouvir. Neste caso, ouvir o que a depressão tem a nos dizer quando escutada como sintoma social, como expressão de um mal-estar no mundo.
Os medicamentos podem fazer enorme diferença nas depressões graves num primeiro momento, para arrancar da apatia e possibilitar uma elaboração dessa dor que permita lidar com a vida de uma forma menos paralisante. Inclusive para romper com o imobilismo e buscar uma escuta pela psicoterapia ou pela psicanálise. Os medicamentos antidepressivos têm sua hora, seu lugar e sua importância. Mas acreditar que a medicação resolve tudo é calar a dor de quem a vive. E, no âmbito social, é ignorar o que ela diz sobre o que há de torto em nosso mundo.
Afirmar que a indústria farmacêutica resolve tudo é silenciar o impossível de ser silenciado, como prova a escalada das estatísticas da depressão. Na esfera social, significa dizer que é uma ótima vida correr desde que acorda até a hora de dormir, sem ter um minuto sequer para elaborar o que de bom e de ruim viveu naquele dia. Sem tempo para viver a experiência. Ou, como diz Maria Rita, vivendo no tempo do Outro.
Acreditar que a epidemia mundial de depressão pode ser erradicada com pílulas é afirmar que no nosso mundo nada falta. E um pouco mais grave que isso: é acreditar não apenas que é possível atingir uma vida em que nada falte, como atingi-la é uma mera questão de adaptação, pró-atividade e saúde.
No âmbito do indivíduo, tratar a depressão apenas com medicamentos é tornar ilegítima a sua dor. É dizer ao depressivo que o que ele sente não merece ser ouvido porque é produto apenas de uma disfunção bioquímica. É reforçar a crença de que o depressivo não tem nada a dizer sequer sobre ele mesmo. É cristalizar o estigma. Sem contar que tentar calar os sintomas da depressão à custa de remédios leva ao embotamento da experiência, ao esvaziamento da subjetividade. O que se sente é silenciado – e não elaborado. E, ainda que alguém achasse que vale a pena se anestesiar da condição humana, o efeito do remédio, como bem sabemos, é temporário.
Para algumas pessoas, encontrar médicos que resolvem tudo apenas com pílulas vai ao encontro de suas próprias crenças – e de sua necessidade de proteção. É mais fácil acreditar ser vítimas de uma doença, uma disfunção que está fora deles, a pensar que é um pouco mais complexo e mais difícil de lidar do que isso. É mais fácil do que aceitar que ele, como sujeito psíquico, está implicado neste mal-estar. Eu tomo remédio e não preciso pensar que algo me incomoda. Eu engulo uma pílula e não preciso lidar com a inadequação que me faz sofrer.
É possível compreender que, para quem já está na contramão do mundo e é visto muitas vezes como um estorvo, ajuda não ter ainda mais essa "culpa". Tranqüiliza pensar que aquela dor que está sempre ali foi causada por uma disfunção involuntária dos neurotransmissores. E que pode ser resolvida com um comprimido.
O problema é que a realidade mostra que não é tão simples assim. Quem já fez tratamento com antidepressivos sabe que "curar" uma depressão não é o mesmo que tratar de uma micose ou mesmo de uma pneumonia. Não basta tomar remédio: é preciso expressar a dor, é necessário elaborar o sofrimento e, em geral, mudar a vida ou a forma de olhar para a vida e para si mesmo.
Ao conversar com minha filha, também psicanalista, sobre esse tema, ela fez um comentário que cabe neste contexto. "É curioso como os filmes de ficção científica sempre usaram aquela imagem terrorífica de seres humanos levando uma injeção na nuca e se tornando embotados. Isso era assustador e nos assustava", disse. "Agora, o que assustava passou a ser a vontade das pessoas. Elas querem tomar uma pílula, ou uma injeção na nuca, e ficar embotadas."
Maria Rita sugere que vale a pena para todos – e não apenas para os depressivos – pensar o que a depressão está nos dizendo sobre nosso mundo. É isto ou continuar assistindo, impotentes, ao crescimento da epidemia, que atinge não apenas adultos, mas adolescentes e crianças, cada vez mais cedo. É preciso prestar atenção nesse mal-estar no mundo, escutá-lo, de verdade e com verdade, sem cair nos contos de fadas contemporâneos que transformam todos os monstros em déficits bioquímicos. Ao contrário de todas as profecias, a indústria farmacêutica não vai nos salvar de uma vida sem vida.
O livro de Maria Rita Kehl é complexo e vai muito além destas minhas primeiras interpretações. Uma das questões mais originais é a relação entre a depressão e o tempo. O depressivo seria também aquele que se recusa a se inserir no tempo do Outro. O nome do livro – O Tempo e o Cão – vem da experiência pessoal da psicanalista, ao atropelar um cachorro na estrada. Ela viu o cachorro, mas a velocidade em que estava a impedia de parar ou desviar completamente dele. Conseguiu apenas não matá-lo. Logo, o animal, cambaleando rumo ao acostamento, ficou para trás no espelho retrovisor.
É isso o que acontece com as nossas experiências na velocidade ditada pela nossa época. Diz Maria Rita: "Mal nos damos conta dela, a banal velocidade da vida, até que algum mau encontro venha revelar a sua face mortífera. Mortífera não apenas contra a vida do corpo, em casos extremos, mas também contra a delicadeza inegociável da vida psíquica. (…) Seu esquecimento (do cão) se somaria ao apagamento de milhares de outras percepções instantâneas às quais nos limitamos a reagir rapidamente para em seguida, com igual rapidez, esquecê-las. (…) Do mau encontro que poderia ter acabado com a vida daquele cão, resultou uma ligeira mancha escura no meu pára-choque. (…) O acidente da estrada me fez refletir a respeito da relação entre as depressões e a experiência do tempo, que na contemporaneidade praticamente se resume à experiência da velocidade".
Por coincidência, estava zapeando na TV ontem à noite (domingo), quando encontrei a psicanalista no Café Filosófico da TV Cultura, um dos melhores programas da TV aberta. Lá, ela fez algumas considerações muito interessantes. Anotei duas delas para acrescentar a esta coluna. "Nos dizem que 'tempo é dinheiro'. Ora, tempo não é dinheiro. Dizer que tempo é dinheiro é uma violência", afirmou Maria Rita. "Tempo é o tecido de nossas vidas".. E um pouco mais adiante: "Em qualquer sociedade, o poder se instaura por alguma forma de controle do tempo".
Quem quiser ler o livro de Maria Rita Kehl precisa saber que é um livro difícil. Não se lê fácil como uma daquelas obras de autoajuda.. Exige tempo, parada, reflexão. Para quem é leigo, é preciso ler e reler alguns trechos, voltar. Talvez até pular algumas partes que, depois de ler e voltar e reler, ainda assim não alcançamos. Mas vale todo o esforço.
Aprendi algo sobre isso, na semana passada, ao ouvir Benjamin Moser, autor da recém-lançada (e excelente!) Clarice, (CosacNaify, 2009), uma biografia de Clarice Lispector. Ele contou que os livros que mais gosta da escritora são os mais difíceis, aqueles que teve de ler para escrever a biografia, e não os primeiros que leu e compreendeu de imediato. Então, disse algo mais ou menos assim: "Os escritores têm de nos alcançar, mas nós também temos de alcançar os escritores".
Achei genial. E acho que é isso. Vale a pena essa busca para alcançar alguns escritores e suas vozes a princípio obscuras. Alcançar alguém é sempre uma experiência rica – e intransferível. O livro de Maria Rita Kehl, assim como os livros mais estranhos de Clarice Lispector, vale porque ao final deste esforço há uma voz original, dissonante de todas as mesmices que ouvimos – e eventualmente repetimos.
Para mim, que acordo todos os dias – e especialmente na segunda-feira – pensando em como não sentir mal-estar em um mundo tão brutal, que exige uma velocidade que me rouba a vida, fez todo o sentido. Só consigo viver por que a cada dia minha questão crucial não é me adaptar a um tempo que não é o meu. Mas encontrar formas de me recusar a viver segundo valores que para mim não fazem sentido. É esta busca – e esta insubordinação – que me mantém em pé, ainda que cambaleando, às vezes, como o cachorro atropelado por Maria Rita, e até caindo, de tempos em tempos.
Dias atrás, ao conversar com meu amigo Toco Lenzi, um homem que como poucos recusa os valores e a velocidade desta época, ele me contou uma história de sua última passagem pelo Saara, na Mauritânia, que cabe aqui. Toco atravessa o Saara a pé, da Mauritânia a Tunísia, em etapas e sem nenhuma pressa, com nenhum outro objetivo além de viver a experiência de atravessar o Saara a pé. Eu o acompanhei na primeira parte desta jornada para escrever um livro que ainda está no começo.
Toco conheceu um tuaregue que havia deixado o Saara e vivido – muito bem – na Europa. Apesar do que teria sido considerado um sucesso pela maioria de nós, ele resolveu voltar ao deserto e ao antigo modo de vida. Toco perguntou a razão. Ele respondeu: "Vocês têm relógio, nós temos tempo".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Atividade solar pode interferir nas comunicações até 2012



A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.



Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.



A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.



Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.



'Maluco'



"Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade", afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.



"O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais", explica Couper. "Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá", diz a astrônoma.



Sem explicações



Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.



Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas. Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.



A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado (06 de fevereiro de 2010) ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.





Por BBC, BBC Brasil,


Atualizado: 3/2/2010 10:07


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http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=23386409

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Júpiter desce do Olimpo para nadar nas infinitas águas de Peixes.




Quem estava observando o céu logo após o anoitecer no último domingo, pôde apreciar uma belíssima conjunção de Júpiter com a Lua saindo de sua fase Nova. Ambos os astros transitavam no final do signo de Aquário e, algumas horas depois, exatamente às 00:10 (horário de verão em Brasília) do dia 18/01/2010, o maior planeta do sistema solar começava sua peregrinação pelo signo de Peixes.


Antes de 1846, quando Netuno foi descoberto, Júpiter era o único regente de Peixes, ou seja, a qualidade expansiva, otimista, sempre dirigindo-se para um poder maior que podemos chamar de "Deus", a religiosidade cerimonial e dogmática, a especulação filosófica análoga ao planeta encontravam-se cosmicamente favorecidas no signo espiritualista de Peixes. A energia de Júpiter combinada com o elemento pisciano sugere muita esperança, fé, fenômenos paranormais e mediúnicos espontâneos, dignos de nota e merecedores de credulidade. Como tudo o que existe na nossa realidade que é dual, o outro pólo das qualidades acima pode desencadear fanatismo religioso, ilusões, fantasias, excesso de otimismo, exageros, sobretudo em bebidas e narcóticos. Se a Lua Cheia em Peixes prenunciava a enchente do Nilo para o povo do Antigo Egito, imaginem o que pode significar Júpiter, aquele que expande tudo por onde passa, mergulhando no oceano de Peixes: enchentes, aumento dos níveis pluviométricos, mares agitados etc. Durante a última visita de Júpiter a Peixes, em 1998, o Viagra foi lançado – o remédio milagroso que "salvou" muita gente. Por outro lado, Osama Bin Laden desafiou o Ocidente pela primeira vez, com o seu discurso carregado de determinações de Allah e promessas paradisíacas para seus seguidores.


Júpiter é visto com muita simpatia pela Astrologia convencional, da mesma forma que Saturno leva a fama de mau. Mas, as coisas não são bem assim. A Astrologia tem por base a filosofia hermética que ensina a teoria das polaridades: não existe bom ou ruim, nem certo ou errado. São apenas faces de uma mesma coisa, como acontece com a sorte e as recompensas proporcionadas por Júpiter de um lado e os exageros e descontroles de outro. Saturno também. Ele é um exímio e exigente construtor, desde que você tenha o amadurecimento e a responsabilidade para respeitar o tempo suficiente para determinada construção. Senão, ele restringe, limita, impede você de ir em frente. Daí que o importante é respeitar as orientações que os astros nos demonstram e evitar frustrações.


Aqueles que possuem algum planeta ou elemento (Ascendente e Meio-do-Céu) no signo de Peixes estão prestes a ser beneficiados em alguma área de sua vida. A sensação é de "um presente vindo do céu", uma dádiva ou uma recompensa via merecimento. Nada de se render à perda de controle, achar que atingiu o Nirvana e está na hora de embarcar nesta viagem regada a êxtases. Mantenham a lucidez, lembrem-se de que o signo oposto, Virgem, pode revelar uma sombra na forma de confusões, desorganização e erros de julgamento. Bebam destas águas com moderação. Afinal, Peixes é um signo do elemento água de qualidade mutável, eleva as emoções à flor da pele. Sensibilidade e sensitividade que se encarregam de ajudar os mais necessitados desinteressadamente, como ensina o Cristianismo, religião predominante da Era de Peixes. Contudo, mantenham o espírito crítico e analítico evitando o charlatanismo e os lobos com pele de cordeiro.


Ótima oportunidade para mergulhar nas suas emoções mais profundas e sentir um pouco da sua Luz Astral, analisar sua psique profunda. Tenho recomendado a alguns clientes mergulhar no arquipélago de Fernando de Noronha, pois a sensação é de vivenciar exatamente isto: um mergulho profundo no desconhecido, no inconsciente coletivo, silencioso, misterioso, difuso e diferente do concreto e material. É uma espécie de meditação, já que no processo de mergulho, a respiração rítmica é essencial.


O deleite de termos Júpiter em Peixes será um tanto quanto breve, já que ele só entrará em movimento retrógrado em julho, quando já estará no começo de Áries. Entre setembro de 2010 e janeiro de 2011, fará um breve retorno dando mais um gostinho para o último decanato de Peixes. O suficiente para enfrentar com fé e otimismo um ano difícil como 2010, que herdou um aspecto muito tenso entre Plutão e Saturno do final de 2009, prometendo rupturas estruturais tanto geologicamente (vide Haiti), como econômica e politicamente. Urano também volta a se opor a Saturno retrógrado que regressa no signo de Virgem entre abril e maio próximos. Foi este aspecto que irrompeu a crise econômica no final de 2008. Urano chegando ao signo de Áries entre maio e junho tende a provocar ataques terroristas ou guerras-relâmpago. Mas isto é assunto para um próximo artigo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Lua Cheia em Câncer no próximo dia 31/12/2009: Configurações dignas de nota.

Dia 31 de dezembro de 2009 às 17:12 (horário de verão em Brasília) : Lua Cheia a 10º14' do signo de Câncer

No último dia do calendário civil, temos um fenômeno curioso no céu. Em primeiro lugar, a Lua Cheia em seu signo de regência, Câncer, ou seja, plenamente energética e forte neste dia. Não podemos esquecer que toda a lua cheia significa a oposição entre o Sol e a Lua, o que gera uma tensão no ar e a incongruência entre objetivos racionais e questões do inconsciente. Portanto, todo exagero de ambas as partes (mental e emocional) não é recomendado.

Mas por que este dia é especial e curioso, além do fato de termos uma Lua cheia em sua plenitude energética? É o fato de encontrarmos, neste mesmo momento, um agrupamento de planetas em Capricórnio na área das mudanças, transformações e perdas: Além do Sol, Plutão (o "dono da casa"), Vênus e Mercúrio por demais estimulados por aspectos com outros planetas como Saturno na 4a. casa, indicando muita resistência e medo a estas mudanças e consequentes perdas. E, o perigo desta Lua Cheia em Câncer é justamente o apego ao passado e a valores antigos que precisam ser reciclados.

Eis um bom momento para reflexão para este ano vindouro de 2010: colocar toda a nossa emoção e vibração sutil a favor de mudanças profundas de comportamento e ideais de vida, já que Júpiter e Netuno estarão influenciando justamente a área filosófica e da mente superior dentro de uma perspectiva aquariana - aberta para novos conceitos igualitários e livres das armadilhas dogmáticas.

Informações mais detalhadas e orientações, leiam em http://www.templodeminerva.com/magia.html

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Salão de Espelhos Maia

  

Atendendo a pedidos daqueles que não puderam ir às palestras do dia 5/12 por qualquer motivo, tentarei descrever aqui um "resumo" sobre o que foi exposto na minha palestra.

 

Gostaria, entretanto, de "pinçar" uma frase, um detalhe das profecias maias e desenvolvê-lo. Trata-se da "entrada da Humanidade no grande salão de espelhos", fase que se inicia em 1999, quando começaria "uma época de escuridão que todos nós enfrentaríamos com nossa própria conduta" e que "as palavras de seus sacerdotes seriam escutadas por todos nós como orientação para o despertar." É o tempo em que "a Humanidade entrará no grande salão dos espelhos, uma época de mudanças para que o homem enfrente a si mesmo (...)  para que ele veja e analise seu comportamento com ele mesmo, com os demais, com a natureza e com o planeta onde vive."

 

Por quê? Em meio ao frenesi sobre as Profecias Maias, filme "2012", prisões em massa de manifestantes em Kopenhagen na reunião sobre metas climáticas sem consenso e sem solução, poucos param para, individualmente, analisarem seu comportamento pessoal em um auto-enfrentamento, como se estivessem se olhando no espelho.

 

Mas não é um espelho qualquer para retocar a maquiagem ou para ver se a roupa lhe caiu bem. É um salão de espelhos, ou seja, não interessa para onde você olhe, você estará olhando para si mesmo, de todos os ângulos possíveis e não apenas aqueles que lhe agradam. Deixando as metáforas de lado, o que esta profecia maia quer dizer é simples: nada de fim do mundo, nada de catástrofes dignas de filmes holywoodianos. Entretanto, é muito mais fácil para a mente do ser humano comum a aceitação do sistema "crime e castigo", onde o pecador deverá enfrentar o juízo final, mediante um juiz muito mais poderoso, onisciente e onipresente que se encarregará do futuro de sua alma, do que compreender que ele, este pobre ser humano dependente da sorte e do destino, será seu próprio juiz e carrasco. E isto é muito mais difícil, pois deixar esta tarefa sob a responsabilidade de um Poder Superior é muito mais cômodo. Entretanto, é justamente isto que vai mudar e a Humanidade está passando por este desafio.

 

De maneira geral, as civilizações percorreram algumas eras evolutivas. As últimas e mais marcantes, nós podemos chamar de Era de Ísis e de Osíris. Atualmente, estamos adentrando a era de Hórus, filho de Ísis e Osíris, e deixando a de Osíris. Segundo a mitologia egípcia, Ísis é o arquétipo do poder e sabedoria femininos. Durante esta Era, a mulher era extremamente valorizada, pois além de sangrar e não morrer, ao interromper-se o sangramento, nove luas depois, eis que nascia outra vida! Isto era um fenômeno e o arquétipo feminino era reverenciado como a Grande Deusa. Ao descobrir-se que, a vida também dependia do fator masculino, o espermatozóide, assim como a vegetação necessitava da luz solar para sua sobrevivência e crescimento, houve uma inversão de valores: o ser humano começou a cultuar o Céu, tendo o Sol como principal Deus. E Osíris, irmão/esposo de Ísis, que foi morto pelo próprio irmão, Seth, mas que foi ressuscitado dos mortos pela própria Ísis, gerou a confiança no coração dos seres humanos de que havia vida após a morte, assim como após o Sol "morrer" à noite, sempre "ressuscitava" no amanhecer, criando esperança de vida. Daí a Era de Osíris, ou do Deus Moribundo, cujo representante mais popular no mundo ocidental é Jesus na mitologia cristã. O nascimento já não era nenhum mistério, mas a morte permanecia como um mistério ainda maior: não sabemos para onde vamos após a morte! E ela é implacável! A fórmula osiriana, assim como a fórmula cristã foi suficiente para a Humanidade crer que, assim como o Sol retorna ao amanhecer, a ressurreição deve ser reverenciada como esperança para os justos que herdarão o Reino dos Céus. Agora já somos maduros o suficiente, não precisamos mais de uma mãe (Ísis) ou um pai (Osíris) para nos julgar, repreender, ou se responsabilizarem pelos nossos atos. Nosso DNA, nossa mente consciente, nosso cérebro já estão desenvolvidos o suficiente para darmos os primeiros passos por nossa própria conta e risco.

 

O final da "Era do Medo" também é preconizada pelos Maias. Já não devemos temer o juízo final como estabelecido pelas mitologias ou religiões vigentes. Temos discernimento e inteligência o suficiente para não nos rendermos às teorias catastrofistas. Claro que o descaso dos governos americano e chinês, principalmente, não vão ajudar no impedimento do derretimento das calotas polares, o que já é uma realidade divulgada pela Nasa, e não  uma artimanha do Al Gore. Entretanto, nossa Terra é nossa casa. Fiquem um ano sem limpar, despejando lixo por toda a parte, usando água, luz à vontade. A sua casa não vai cair depois de um ano, mas vai começar um processo de deterioração. Os oceanos e rios poluídos, a mata atlântica, a Amazônia, os animais extintos já são indícios de deterioração avançada.

 

O movimento dos astros no nosso sistema solar também representa analogamente no universo microcósmico a necessidade iminente destas mudanças, do final da Era do Medo e do novo padrão de comportamento humano:

 

A partir de 1992, começo do último "katun", período que abarca 20 anos terrestres, Plutão em Escorpião começa a fazer aspecto tenso com Saturno em Aquário, aspecto este repetido desde outubro de 2009 entre os mesmos astros, porém em signos diferentes: Plutão em Capricórnio e Saturno em Libra. O primeiro aviso no começo deste katun já foi dado, agora estamos sendo alertados novamente. O tempo, as estruturas materiais, ambições e padrões de sucesso e "status" do ser humano (Saturno) estão sob uma enorme pressão de mudanças profundas para o nascimento de outros padrões, completamente diferentes (Plutão). No caso pessoal, a resistência a estas mudanças desencadearia doenças e perdas no indivíduo. Em escala mundial, a Terra está "adoecendo" e pode perder seus recursos naturais. A reunião em Kopenhagen foi frustrante porque os governantes resistem às mudanças por uma simples razão: interesses egoísticos, lucros e submissão a grandes corporações. O pensamento comunitário e holístico, infelizmente, ainda não atingiu a essência da maioria da Humanidade. E nossos governantes, nada mais são do que reflexos do comportamento da maioria da população.

 

É desnecessário dizer que, no decorrer deste aspecto entre Plutão e Saturno, muitas mudanças estruturais acontecerão à revelia, como terremotos, maremotos e outras consequências dos movimentos das placas tectônicas. E isto tende a se intensificar, pois é neste último katun que nosso sistema solar vai se aproximar cada vez mais do centro da galáxia, acelerando a atividade solar – fenômeno detectado pelo aumento das manchas solares e respectivas erupções, e que reflete nos acontecimentos e fenômenos terrestres ("Profecias Maias" de Adrian Gilbert e Maurice Cotterell).

 

Sete anos após o começo do último katun, portanto em 1999 "O ser humano enfrenta a si mesmo, perdido na escuridão criada pela sua própria conduta" . É o ano do famigerado eclipse de 11 de agosto, quando formou-se uma "cruz cósmica" com astros em signos que representam a complexa figura da Esfinge de Gizé: Touro, Leão, Escorpião (águia) e Aquário. Urano em Aquário também começa a fazer aspecto conflituoso com Saturno em Touro, acelerando o "tempo do não-tempo" maia, daí a crescente sensação de que o tempo está passando cada vez mais depressa.

 

"A partir deste eclipse, o Homem perderia o controle ou alcançaria a paz interior e, com tolerância, evitaria conflitos." Sempre existem escolhas, este é o fundamento do nosso livre arbítrio. Em um nível pessoal, nosso DNA indica nossas potencialidades, defeitos, tendências, talentos que também são identificados no mapa de nascimento. Mas, a dinâmica dos astros que indica fluência de oportunidades ou crises no decorrer de nossa vida, apenas nos desafia para que possamos evoluir na direção de nosso Eu Superior. Mas a escolha é nossa. Perderemos o controle e a sabedoria e viveremos na "escuridão" alienada ou buscaremos a harmonia, o respeito com nossa essência e com a essência dos outros e, principalmente, de nossa Casa?

 

Urano visita Áries entre maio e junho de 2010. Entra definitivamente no signo em março de 2011. Assuntos como vida extraterrestre, telepatia, paranormalidade, deixarão de ser domínio de uma minoria às vezes taxada de "anormal", pois as ocorrências destes fenômenos serão difíceis de serem abafadas. A tendência é ocorrerem com mais frequência e de maneira repentina e evidente. Por outro lado, guerras que estão sendo contidas ou negociadas, mísseis preparados e ameaçadores, poderão ser deflagrados por qualquer mal entendido.

 

Entre julho e setembro de 2011, Plutão entra em aspecto tenso com Urano. Aí sim, um aspecto que pode deflagrar uma destruição em massa, seja através de fenômenos da Natureza ou guerras.

 

"Ao final deste ciclo (katun), cada um será o seu próprio juiz." Diante de tantos eventos sinalizados nos céus, seria uma boa idéia entrarmos neste Salão de Espelhos o quanto antes! Não vale a pena adiar esta auto-análise e rever todos os nossos conceitos, dogmas e padrões enraizados que incutiram fórmulas de comportamento adequadas ao ser humano sofredor, dependente, desequilibrado emocionalmente e insatisfeito.  Movido pelo Medo do Juízo Final, ele apenas se conforma e permanece esperando a salvação, sem perceber que o herói responsável pelo salvamento individual e coletivo é ele mesmo.

 

Entretanto, o dia "fatídico" de 22 de dezembro de 2012 é promissor de um novo tempo! Apesar do aspecto entre Plutão e Urano prorrogar-se até 2015, o que demonstra a profundidade das mudanças coletivas, Netuno ingressa em Peixes, signo que rege, valorizando a espiritualidade e facilitando sobremaneira o contato com o inconsciente coletivo. Canalizações e fenômenos paranormais vão se suceder, abrindo mais ainda os portais entre as dimensões física e espiritual. Saturno, por sua vez, estará em harmonia com Plutão, mostrando o fim da Era do Medo e a adaptação da Humanidade para um novo tempo, a Era de Hórus: a síntese das Eras de Ísis e Osíris, a Criança Divina que une a sabedoria filosófica e religiosa com as descobertas da ciência.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PALESTRA GRATUITA!


O Centro de Estudos Nova Consciência convida-os a compartilhar de conhecimentos, pesquisas e estudos com o objetivo de preparar Consciências para uma Nova Era!





DATA: 05/12/2009 (próximo sábado)

HORÁRIO: das 10h00 às 18h20

LOCAL: Centro Cultural Lennox - 309/310 Sul, ao lado da Igreja Anglicana

PARTICIPANTES:

Veet Pramad - "O Tarot Terapêutico"

Laura Fahning - "Como Neutralizar seu Corpo Emocional"

Mônica Schwarzwald - "2012 : Profecias Maias Sob o Ponto de Vista da Astrologia"


As palestras são gratuitas. A doação de 1kg de alimento não perecível a ser destinada para instituições de caridade é bem vinda, porém não obrigatória.


Mais informações no site http://www.templodeminerva.com/ (clique no botão "CENC") ou entre em contato com Mônica (8139-5185).

HONRE SEUS COMPROMISSOS NA LUA CHEIA EM VIRGEM

Esta é uma lua cheia que precede a lua nova em Peixes do dia 20/3, quando também ocorrerá um eclipse total do Sol. Não é hora de perder-se...