sexta-feira, 11 de junho de 2010

Urano em Áries e a Síndrome Catastrofista

No último dia 28/5, Urano ingressou no signo de Áries, depois de transitar por Peixes desde o final de 2003. Na Astrologia, Urano, Netuno e Plutão são planetas geracionais, ou seja, afetam gerações durante seus trânsitos e aspectos, além de demarcarem períodos e fatos relevantes na História Mundial. Até mesmo quando foi descoberto em 1781, Urano já mostrou a que veio em plena era das Revoluções: a Industrial e a Francesa. Uma acelerando as descobertas científicas e promovendo a modernização e tecnologia, a outra expressando a máxima democrática, atual até hoje: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Unindo estes fatos históricos com suas características físicas, como por exemplo, uma rotação que foge ao padrão dos outros planetas, devido à inclinação de seu eixo, Urano dividiu com Saturno a regência do signo de Aquário.

Na última vez que visitou o signo de Áries, entre abril de 1927 e março de 1935, flagrou um período muito tenso, destacando-se a Grande Depressão econômica de 1929 que culminou com a II Guerra Mundial. Acontecimentos radicais e drásticos, típicos da união de um planeta análogo a revoluções repentinas com um signo ígneo, imperioso e explosivo como Áries.

Nestes tempos modernos, Plutão ao entrar em Capricórnio entre 2008-2009 já provocou outra crise econômica, a título de aviso: é hora de rever nossos valores e padrões. Estruturas devem ser transformadas (vide 2008 : O Ano Regido por Marte, mas Comandado por Plutão em http://www.templodeminerva.com/artigos.html) a fim de dar lugar a uma mentalidade mais igualitária, evoluída e universalista, condizente com a Nova Era, ou a Era de Aquário.

Em qualquer transição ou mudança, é típico apegar-se àquilo que está indo embora. O "medo do novo" às vezes atua no nosso inconsciente de maneira imperceptível, hiper valorizando características e valores do passado, do que estamos perdendo, do que está indo embora e pode deixar saudades ou o vazio. A Era de Aquário é a Era da União. A união entre a Religião e a Ciência, a união da Razão com a Emoção. Arquetipicamente dizendo, a união dos deuses do céu com as deusas da Terra, a igualdade. Os aspectos astrológicos tensos são típicos nestas transições, assim como a atividade solar intensificando-se pelas explosões solares. Infelizmente, a ferramenta mais uraniana que dispomos, a Internet, é foco de disseminação generalizada de "spams", "fakes", muitas vezes surreais sobre o "fim do mundo" ou o "apocalipse", espalhando pânico e stress dispensáveis para nossa atualidade já permeada do stress diário. E, esta cultura apocalíptica, que prega o "juízo final", é resquício da Era de Peixes, ou a Era Cristã.

Se nos debruçarmos sobre a cultura e o profundo conhecimento das civilizações antigas e pagãs, como os maias, por exemplo, encontraremos a explicação para todas as vicissitudes que estamos vivendo e, ao invés de nos desesperarmos, poderemos ter uma visão mais construtiva da vida.

Foram eles que alertaram para a observação pura e simples da natureza como um organismo único do qual fazemos parte. E, a partir do momento em que o Sol, como ser vivo e cíclico, cuja respiração irrompe ou diminui as erupções solares, sincroniza-se com o centro da nossa Galáxia, é momento de passagem, do "tempo do não-tempo", quando os acontecimentos começam a se acelerar a partir de 1992. É justamente a partir daí e, mais precisamente a partir do famigerado eclipse de 11/8/1999 (sete anos a partir do início do último katun – período de 20 anos compreendido entre 1992 e 2012), que os fatos se sobrepõem acelerando as mudanças e nos envolvendo na nítida certeza de que o tempo está "contra nós". E isto faz parte do ciclo evolutivo da humanidade, do salto quântico que estamos prestes a dar, como tantos outros desde que começamos a povoar a Terra como criaturas mais primitivas. Uma das fases de absoluta estagnação e inatividade solar foi a Idade Média, também conhecida como a Idade das Trevas, quando o poder e o sistema vigentes na época eram inquestionáveis e resistentes a todo o tipo de mudança. Nada é para sempre, pois tudo obedece a ciclos, assim como a Astrologia.

Resta dizer como tiraremos proveito destes próximos ciclos que estão iniciando, principalmente, com algumas configurações executadas por Urano em Áries, Plutão em Capricórnio e Saturno em Libra. Lembrando que Urano, apenas "visitará" brevemente o signo de Áries entre final de maio e meados de agosto deste ano, tornando este período bastante tenso. Daí, entrará em movimento retrógrado em relação à Terra e, a partir de março de 2011 voltará à carga e permanecerá em Áries até maio de 2018.

Ao longo deste período, é óbvio que muitas coisas acontecerão, assim como faz parte de qualquer civilização: guerras relâmpagos, atentados, destruições, acidentes, crises etc, mas isto já está vigente.

Sob o ponto de vista da consultoria astrológica e da Astrologia Mundial, pessoas, organizações e países que possuírem planetas pessoais, Ascendente ou o Meio-do-Céu nos signos de Áries, Câncer, Libra e Capricórnio nos seus mapas de nascimento ou fundação estarão mais expostos às transformações repentinas, rompimentos e libertações uranianos. Urano age sem aviso prévio. Se você tem algum dos elementos acima no primeiro decanato destes signos, já está percebendo esta nova energia de inconformismo com a situação vigente. A vontade de partir para novas situações, novos relacionamentos diferentes dos padrões que, até então, comandavam a sua vida, é irresistível e libertadora. A resistência a tudo isto é razão suficiente para promover doenças, perdas ou, no mínimo, uma inquietação bem grande. E, de inquietação, já temos o suficiente, sendo bombardeados constantemente pelos "falsos profetas" que têm um pé ainda na Era de Peixes e o outro, titubeante, pisando em falso na turbulência de Urano em Áries e trombeteando apenas catástrofes, fim de mundo e juízo final. O importante é ter em nossas mentes e em nossos espíritos a essência da Era de Aquário: a universalidade e a união da religião com a ciência. Uma estrela, um plâncton ou um ser humano tem a mesma importância no sistema vital. Todos merecem o mesmo respeito. Fé cega acarreta faca amolada e temos neurônios bem desenvolvidos para avaliar, discernir e equilibrar os dogmas religiosos com o cartesianismo e as certezas absolutas da ciência acadêmica.

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